Família

Leia sobre a importância da família.

 

Oração pela família

Senhor Jesus Cristo, vivendo em família com Maria, tua mãe, e com São José, teu pai adotivo, santificaste a família humana.

Vive também conosco, em nosso lar, E assim formaremos uma pequena Igreja, pela vida de fé e oração, amor ao Pai e aos irmãos, união no trabalho, respeito pela santidade do matrimônio e esperança viva na vida eterna.

Tua vida divina, alimentada nos sacramentos, especialmente na Eucaristia e na tua palavra, nos anime a fazer o bem a todos, de modo particular aos pobres e necessitados.

E profunda comunhão de vida nos amemos na verdade, perdoando-nos quando necessário, por um amor generoso, sincero e constante.

Afasta dos nossos lares, Senhor Jesus, o pecado da infedilidade, do divórcio, do aborto, do egoísmo, da desunião e toda influência do mal e do demônio.

Desperta em nossas famílias vocações para o serviço e ministério dos irmãos, em especial, vocações sacerdotais e religiosas.

Que os nossos jovens, Conscientes e responsáveis, Se preparem dignamente para o santo matrimônio.

Senhor Jesus Cristo, dá, enfim, às nossas famílias, coragem nas lutas, conformidade nos sofrimentos, alegria na caminhada para a casa do Pai.

 

Amém!

 

A Importância da Família para Deus

 

Nas primeiras páginas da Escritura Sagrada, aparece o relato da criação do primeiro casal e sua missão. A família é uma instituição divina desde sua origem e está profundamente vinculada ao plano de Deus. O Senhor Deus fez o plano da encarnação, determinando que Jesus nascesse numa família. O filho de Deus encarnado, passou 30 anos de sua vida no interior de uma família. Jesus elevou a instituição à dignidade de Sacramento, sinal do Reino Novo que veio instaurar.

Realizou seu primeiro milagre numa festa de casamento, conhecida como BODAS DE CANA, alem de freqüentar a casa da família de seus amigos, Marta, Maria e Lázaro.

Então, biblicamente falando, Jesus que sempre nos deu toda a fórmula da vida cristã através de seus exemplos, quer a família comprometida com seu Reino. Ele saiu da sua família, para formar a nova grande família. Começou com a escolha dos profetas e continua até os dias de hoje, através de seus seguidores na Igreja. Tenhamos o seu maior ensinamento sempre presente em nossas vidas: “Ama a teu próximo como a ti mesmo”.

A Pastoral Familiar se interessa por toda e qualquer realidade familiar e da Igreja. É uma Pastoral ampla, abrangente, que age unida a outras pastorais. Tem, contudo, uma atuação própria, específica. Por isso precisa de agentes especializados. Ela é muito mais abrangente que os Movimentos Familiares. Não podemos confundir os vários Movimentos Familiares e os Serviços à Família com Pastoral Familiar. São coisas distintas, que precisam ser integradas.

 

Os destinatários

 

A quem se destina tudo isso? A que tipo de pessoas e de famílias?

 

A todas as famílias e a todas as situações familiares, para ajudá-las e para servir a elas. Destina-se às famílias que já estão bem constituídas, mas também às famílias desestruturadas e àquelas a que chamamos “casos difíceis” e, também, às famílias que ainda vão ser constituídas.

A Pastoral Familiar age, basicamente, em três campos ou etapas de atuação: a Pastoral Familiar pré-matrimonial (que compreende as fases da preparação remota para o Sacramento do Matrimônio, da preparação próxima e da preparação imediata), a pastoral pós-matrimonial e os assim chamados Casos Difíceis (ou casos Especiais). Especificando cada etapa:

 

1º Etapa Matrimonial

 

NA FASE REMOTA, ou seja, bastante anterior ao casamento, tem em vista, principalmente, os valores familiares. Por isso, o agente fundamental dessa fase é a própria família. Ela se articula com a Pastoral da Criança e do Menor, com a Catequese de Primeira Eucaristia e Crisma e trabalha, principalmente, junto aos grupamentos de jovens, dando atendimento nas escolas, especialmente quando se trata da educação para o amor (sexual).

Já a FASE PRÓXIMA é,  como o próprio nome já diz, uma preparação mais próxima para o matrimônio. Ela compreende, basicamente, os Encontros de formação para namorados e a Catequese Matrimonial para o tempo do noivado. 

A Fase Imediata, ou seja, aquela que está imediatamente antes do Matrimônio, ocupa-se, principalmente, dos Encontros para noivos e, também, da Celebração do matrimônio, para que esta seja feita da maneira mais adequada possível, valorizando o Sacramento, nos seus aspectos mais profundos, e não apenas a festa e as aparências externas dos preparativos.

 

2º Etapa Pós Matrimonial

 

A etapa Pós-matrimonial, ou seja, depois do matrimônio, compreende, como o próprio nome diz, a etapa posterior, aquela que sucede ao Matrimônio. Ela deve envolver os recém-casados, os grupos familiares, os pais que pedem o Batismo para seus Filhos, a Primeira Eucaristia e a Crisma; deve procurar dar atendimento e assistência aos pais dos noivos e também assistência aos viúvos e aos idosos, além de promover encontros familiares, para o cultivo da vida e do amor conjugal familiar. É um serviço muito entrosado com as outras pastorais. É por isso também que esta se chama Pastoral Familiar, pois quer colaborar em todas as situações, para que reinem espírito, amor e vivência de família.

 

3º Situações Especiais

 

E os “Casos difíceis” (ou Especiais), são aqueles que exigem uma especial atenção: as famílias incompletas, isto é, separados, os pais e mães solteiros, as famílias que vivem em situação de miséria numa comunidade ou, ainda, aquelas famílias nas quais o pai se ausenta por um longo tempo do lar, as famílias de migrantes, as uniões livres, os casais “juntados”, que podem regularizar as situação, ao que são casados apenas no civil e também podem regularizar sua situação diante de Deus e da Igreja, as pessoas casadas que se separaram e não contraíram novas núpcias, etc.  E, ainda, aqueles casos ou situações irregulares, tais como os divorciados, os separados e os que estão em segunda união (que se separam e constróem uma nova união), ou seja, todos aqueles que estão impossibilitados de receber o Sacramento do Matrimônio.       

 

História da Pastoral Familiar no Brasil

 

As primeiras linhas de organização da Pastoral Familiar têm precedentes históricos dos Sínodos dos Bispos realizado em 1980 em Roma, de 26 de Setembro a 25 de Outubro, no qual este foi uma continuação natural dos dois precedentes; a família cristã, de fato, é a primeira comunidade chamada a anunciar o Evangelho à pessoa humana em crescimento e levá-la, através de uma catequese e educação progressiva, à plenitude da maturidade humana e cristã.

Neste Sínodo, solicitado à Sua Santidade, o Papa João Paulo II, que fizesse intérprete diante da humanidade, da vida solicitude da Igreja pela família. 

Iluminado pela fé, o Papa, representante máximo da Igreja, fez conhecer toda a verdade sobre o precioso bem do matrimônio e da família, e sobre os seus significados mais profundos.

Num momento histórico, em que a família é alvo de numerosas forças que procuram destruir, se viu a necessidade de começarmos, inspirados pela força do Espírito Santo, a nos organizar.

Daí a determinação do Papa: que se crie a Pastoral Familiar, que seja uma ação realizada na Igreja, com a Igreja e pela Igreja, de forma ordenada, planejada, por meio de agentes específicos e com metodologia própria, tudo visando à evangelização da família.

Este Sínodo, marcado pelas palavras do Papa João Paulo II, ainda hoje têm uma maior atualidade e uma mais pungente necessidade de se pôr em prática: 

 

- Em cada Diocese – vasta ou pequena, rica ou pobre, dotada ou não de clero – o Bispo estará agindo com sabedoria pastoral, estará fazendo “investimento” altamente compensador, estará construindo, a médio prazo, a sua Igreja particular, à medida que der o máximo apoio a uma Pastoral Familiar efetiva” 

 

No Brasil, a Pastoral Familiar começou a sistematizar a sua caminhada própria a partir de 1989. Em 1993, obteve um maior estímulo com a publicação do subsídio “Pastoral Familiar no Brasil”, nº. 65 da Coleção Estudos da CNBB. Esse documento, ainda hoje atual, na 14ª edição, sintetiza dados, subsídios e diretrizes da Pastoral Familiar e figura como um “embrião” deste diretório da Pastoral Familiar em nosso País.

Em 1992, respondendo às necessidades das bases, manifestadas crescentemente nos Encontros Nacionais, foi criado em Curitiba, o Instituto da Pastoral Familiar (IPF), hoje, Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (INAPAF), sediado em Brasília. Sua Finalidade é prover a formação de agentes da Pastoral Familiar. Também nessa época os Congressos Nacionais da Pastoral Familiar firmaram a sua presença e passaram a ser precedidos pelos Encontros Nacionais de Assessores Espirituais da Pastoral Familiar.

Em 1994, a CNB escolheu a família como tema da Campanha da Fraternidade. Com o lema “A família, como vai?”, lançou “o olhar sobre a realidade da família” e percebeu a situação extremamente delicada em que esta se encontrava.

Na esteira desses acontecimentos, unidos ainda aos pronunciamentos do Papa – tanto nas visitas ao Brasil quanto aos Bispos brasileiros em Visitas Ad Limina – a Pastoral Familiar deu passos mais decididos. E a partir do “II Encontro Mundial do Papa com as Famílias” e o respectivo Congresso Teológico-Pastoral, realizado na cidade do Rio de Janeiro (1997), os avanços foram ainda maiores.

Em 1998, o então Setor Família da CNBB apresentou à 36ª. Assembléia Geral da CNB, os primeiro desdobramento do 2º. Encontro Mundial do Papa com as Famílias no Brasil. Traçou metas mais concretas para agilizar as ações de implantação da Pastoral Familiar nas Paróquias e oferecer subsídios para a formação e informação das famílias. Elaborou e publicou o Guia “Pastoral Familiar na Paróquia”, para ajudar as comunidades a implantarem e iniciarem os trabalhos na paróquia. Em junho de 2001, editou o “Guia de Preparação para a Vida Matrimonial”.

A partir de 1999, iniciaram-se também os Fóruns e Cursos de Bioética, com Equipe de Bioética do Núcleo de Reflexão e Apoio (NURAP) do Setor Família. Em 2000, criou-se a Equipe de Políticas Familiares do NURAP, que deu início aos Seminários e Fóruns de Políticas Familiares, em parceria com o Instituto João Paulo II: o Pontifício para Estudos e Ciências sobre o Matrimônio e Família, de Salvador/BA.

 

Dignidade da Vida Humana

 

Os conhecimentos científicos e as inovações técnicas em biologia, física e química, desenvolvidos ao longo do século XIX e na primeira metade do século XX, permitiram, no ano de 1953, a descoberta da estrutura da molécula do DNA, já reconhecida, à época, como molécula da programação biológica da vida. A surpreendente simplicidade dessa molécula e a

possibilidade de manipulá-la através da tecnologia comerciável, revolucionaram não apenas a ciência e suas aplicações, mas, sobremodo, abriram gigantescas competições industriais impulsionadas, por um lado, pela avidez de lucro de empresas de biotecnologias e, por outro, pela ambição, de alguns cientistas, ao extremo poder de dominar e de manipular a vida. 

A magnitude do impacto do poder biotecnológico sobre a humanidade desviou o eixo das reflexões mundiais sobre os direitos humanos, impondo uma nova ordem de preocupações. Agora, não apenas as desigualdades sociais, o abuso do poder político e econômico, mas, também, a própria tecnociência tornou-se fonte de violação dos direitos humanos e da dignidade humana. 

As palavras biologia, medicina e genoma humano passaram a compor os títulos de documentos internacionais sobre direitos humanos. Em 1997, o Conselho da Europa aprovou e divulgou a Convenção para proteção os Direitos Humanos e da Dignidade do Ser Humano em relação à aplicação da Biologia e da Medicina. Em nenhum dos sete documentos internacionais sobre direitos humanos, com datas entre 1948 a 1989, e citados no preâmbulo da referida Convenção, existem termos biomédicos em seus títulos. Além disso, uma das considerações que fundamenta a Convenção assim expressa: “Consciente de que o mau uso da biologia e da medicina pode levar a atos que causem danos à dignidade humana”... 

Assim, tornou-se mundialmente reconhecido que os avanços da biotecnologia na medicina podem causar danos à dignidade humana. A partir dessa época, documentos nacionais e internacionais continuam surgindo, dentre eles, a Declaração Universal do Genoma Humano e dos Direitos Humanos, UNESCO, 1997, a Declaração Universal de Bioética, esta ainda em discussão na própria UNESCO. Inaugura-se assim, um novo capítulo da história dos direitos humanos, configurado por um novo tipo de ameaça: as biotecnologias.